Muitos pacientes chegam ao meu consultório preocupados com um “carocinho” ou uma prega de pele na região externa do ânus. Na maioria das vezes, o diagnóstico é o plicoma anal. Embora não seja uma doença grave, essa condição gera muito desconforto estético e, principalmente, dificuldades na higiene diária.
O que eu percebo na prática é que existe uma confusão muito grande entre essa prega de pele e as hemorroidas. Mas veja bem: enquanto a hemorroida envolve vasos de sangue, o plicoma anal é apenas excesso de pele. A boa notícia é que, dependendo do caso, conseguimos resolver isso de forma simples e moderna aqui mesmo no consultório.
O que é o plicoma anal e por que ele surge?
Imagine que a pele ao redor do ânus sofreu um inchaço importante. Isso pode acontecer após uma crise de trombose hemorroidária ou devido a uma fissura anal. Quando esse inchaço regride, a pele que foi esticada não volta totalmente ao lugar, sobrando como uma prega frouxa. É exatamente esse o processo de formação do plicoma anal.
Diferente do que muitos pensam, o plicoma anal não costuma sangrar como as hemorroidas. No entanto, ele pode inflamar e causar coceira ou assaduras se a higiene não for perfeita, já que a preguinha de pele pode esconder resíduos.

Plicoma anal ou hemorroida: Qual a diferença?
Essa é a dúvida campeã no consultório. As hemorroidas são vasos sanguíneos que dilatam e podem inchar quando você faz força. Já o plicoma anal é puramente tecido cutâneo (pele). Na avaliação clínica, eu consigo identificar essa diferença facilmente. Enquanto a hemorroida tende a desinchar após o esforço, o plicoma é uma estrutura fixa, que incomoda pelo volume e pelo aspecto.
Para muitos pacientes, a questão é puramente estética. A pessoa sente vergonha ou desconforto durante as relações sexuais ou sente que a região não está com um ânus normal devido à presença dessa prega de pele.
Como é feito o tratamento no consultório?
Atualmente, a tecnologia do laser de CO2 revolucionou a forma como tratamos o plicoma anal. Quando a lesão é bem definida e não se estende para a parte interna do canal anal, podemos realizar a retirada diretamente no consultório sob anestesia local.
As vantagens de usar o laser em vez do bisturi tradicional ou do cautério elétrico são significativas:
- Menos sangramento: O laser sela os vasinhos enquanto corta.
- Menos trauma térmico: Diferente do cautério, o laser não queima os tecidos vizinhos, o que gera menos inchaço no pós operatório.
- Recuperação mais rápida: Menos inflamação significa uma cicatrização mais confortável para o paciente.
Segundo orientações da SBCP, o tratamento cirúrgico é indicado quando o plicoma atrapalha a higiene ou causa impacto na autoestima do paciente.
Dá para garantir que não vai voltar?
Nenhum procedimento médico oferece 100% de garantia, mas com o laser, o controle é muito maior. Um estudo recente mencionado na Biblioteca Virtual em Saúde mostra que evitar dar pontos na região (deixando a ferida cicatrizar naturalmente) reduz drasticamente as chances de um novo inchaço formar outro plicoma.
Se você convive com esse incômodo e deseja uma avaliação técnica para saber se o seu caso pode ser resolvido em consultório, saiba que existem soluções seguras e modernas.
Sobre o Especialista:
O Dr. Marcelo Werneck é médico coloproctologista graduado pela UFMG, com residência em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da UFMG e especialização em Coloproctologia pelo Hospital Felício Rocho.
Com vasta experiência em doenças anais e intestinais, o Dr. Marcelo Werneck é referência no uso de tecnologias minimamente invasivas para proporcionar mais conforto e resultados estéticos superiores aos seus pacientes.
- MG: CRM 44832 | RQE 25133
- SP: CREMESP 210383 | RQE 109479
Quais os sintomas do plicoma anal e quando tratar?
O plicoma anal costuma ser percebido como um excesso de pele macia na borda do ânus, sem dor na maioria das vezes. Ele pode surgir após uma crise de hemorroida, uma trombose que regrediu, uma fissura ou até uma gestação. Muitas pessoas convivem bem com o plicoma anal e não precisam de nenhum tratamento. A indicação de tratar aparece quando ele atrapalha a higiene, causa irritação, coceira ou desconforto, ou quando incomoda esteticamente. Vale conhecer a diferença entre plicoma e hemorroida externa.
A decisão de tratar é sempre individual. Como o plicoma anal é benigno, não existe urgência, e a escolha leva em conta o quanto ele afeta a sua qualidade de vida. Se optar por tratar, entenda melhor como tratar o plicoma anal.
Como é a recuperação após o tratamento do plicoma anal?
Com o laser de CO2, a recuperação do plicoma anal tende a ser tranquila. Nos primeiros dias, é comum um leve inchaço e sensibilidade local, que melhoram com analgésicos simples, banhos de assento e cuidados de higiene. A maioria dos pacientes retoma a rotina rapidamente. O acompanhamento com o proctologista garante que a cicatrização ocorra bem e orienta os cuidados para evitar novos plicomas.
FAQ: Dúvidas sobre o tratamento de plicoma anal
Não. O plicoma é uma alteração benigna da pele e não tem relação com o desenvolvimento de tumores malignos.A cirurgia de plicoma anal dói muito?
Com o uso do laser de CO2 e anestesia local, o desconforto é muito menor do que nas técnicas tradicionais. O pós operatório costuma ser bem tolerado com analgésicos simples.
Quanto tempo demora a recuperação?
Geralmente, em poucos dias o paciente retoma suas atividades normais, seguindo as orientações de higiene e pomadas recomendadas pelo Dr. Marcelo Werneck.
Incomodado com um plicoma? Atendo em São Paulo e Belo Horizonte. Fale conosco pelo WhatsApp: São Paulo (11) 91847-5501 e Belo Horizonte (31) 99720-1872, e agende a sua consulta.



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