A cirurgia moderna caminha para procedimentos cada vez menos invasivos. Na proctologia, uma das tecnologias que mais tem transformado a vida dos pacientes é a cirurgia transanal endoscópica, também conhecida pela sigla TEL (ou TEO/TEM). Essa técnica permite operar lesões dentro do reto utilizando os mesmos princípios da videolaparoscopia, mas sem a necessidade de cortes na barriga.
Antigamente, para tratar pólipos grandes ou tumores no reto, eram necessárias grandes incisões abdominais. Hoje, com a cirurgia transanal endoscópica, conseguimos acessar regiões profundas do reto diretamente pelo ânus, garantindo uma recuperação muito mais rápida. É uma evolução natural que complementa o que já fazemos na colonoscopia tradicional.
Qual a diferença entre TEL e Colonoscopia?
Muitos pacientes perguntam por que não usar apenas a colonoscopia. O aparelho de colonoscopia é flexível e possui apenas um canal de trabalho, o que limita a capacidade do cirurgião de dar pontos ou manipular tecidos complexos. Já na cirurgia transanal endoscópica, utilizamos um equipamento rígido que permite a entrada de uma câmera e múltiplas pinças simultaneamente.
Essa liberdade de movimento permite que o Dr. Marcelo Werneck realize a retirada de lesões em bloco, ou seja, inteiras. Isso é fundamental no tratamento do câncer de reto inicial, pois evita que a peça cirúrgica seja fatiada, facilitando a análise do patologista. Para entender melhor sobre o diagnóstico, veja quando investigar sintomas de câncer.

Aplicações do TEL: Pólipos, Câncer e Fístulas
A versatilidade da cirurgia transanal endoscópica vai além da retirada de pólipos. Ela é uma ferramenta poderosa para:
- Pólipos Gigantes: Retirada de lesões que ocupam grande parte da circunferência do reto e que teriam risco de perfuração se retiradas por métodos comuns.
- Câncer de Reto Inicial: Tratamento curativo para tumores bem localizados, evitando a necessidade de remover todo o reto.
- Fístulas Anais Complexas: O TEL permite alcançar e suturar o orifício interno de fístulas altas, localizadas a mais de 5 cm da borda anal.
Segundo a SBCP, o uso de microcirurgia endoscópica transanal é um dos pilares da cirurgia minimamente invasiva colorretal. Essa técnica pode ser combinada com outras tecnologias, como o tratamento a laser, para resultados ainda mais precisos.
Evitando a Bolsa de Colostomia
Um dos maiores benefícios da cirurgia transanal endoscópica é a possibilidade de evitar a amputação do reto em casos selecionados de câncer baixo. Em cirurgias convencionais, muitas vezes o paciente precisaria viver com uma colostomia definitiva. Com o TEL, preservamos a função anal, mantendo a anatomia próxima de um ânus normal.
Como orientam o Ministério da Saúde e a Biblioteca Virtual em Saúde, o tratamento deve ser individualizado. Se você busca uma alternativa menos invasiva, a cirurgia transanal endoscópica pode ser o caminho para a sua cura com qualidade de vida.
Sobre o Especialista:
O Dr. Marcelo Werneck é médico coloproctologista graduado pela UFMG, com especialização pelo Hospital Felício Rocho. É um dos pioneiros no uso de tecnologias de microcirurgia endoscópica transanal em sua região, focando em tratamentos que unem alta precisão cirúrgica e bem estar do paciente.
- MG: CRM 44832 | RQE 25133
- SP: CREMESP 210383 | RQE 109479
FAQ: Cirurgia transanal endoscópica
Sim, geralmente o paciente fica internado por 24 horas para observação, mas a recuperação é muito rápida.
O TEL deixa cicatrizes externas?
Não. Como o procedimento é realizado através do ânus, não há cortes na pele ou cicatrizes visíveis na barriga.
O Dr. Marcelo Werneck atende online?
Sim, realizamos consultas via telemedicina para orientar sobre a indicação da cirurgia transanal endoscópica para pacientes de todo o Brasil.



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